VÉRTICE FILOSÓFICO
terça-feira, 14 de janeiro de 2025
terça-feira, 8 de outubro de 2024
Essa é Uma Grande Besteira
"Se todos tivessem condições iguais, todos teriam os mesmos resultados"
Só há dois motivos para alguém falar uma besteira dessas:
- A pessoa não entende o mínimo de Estatística e Probabilidade.
- A pessoa entende Estatística e Probabilidade, mas é desprovida de honestidade intelectual.
Para ficar mais claro, você pode se comparar com algumas pessoas notáveis que surgiram ao longo da história. Caso você não se lembre de ninguém, eu mesmo darei alguns exemplos, falando em primeira pessoa mesmo, e me comparando a alguns personagens.
Vamos começar com o Arnold Schwazenegger, que é um ator que ficou muito famoso por seus filmes de ação. Será que eu, com a minha estrutura corpórea chegaria ao mesmo nível da sua hipertrofia muscular, mesmo que eu tivesse vivido sob as mesmas condições que ele viveu? Não, porque o meu DNA não me permitiria ir tão longe. Mas não é sobre isso que quero falar. É sobre Estatística e Probabilidade.
Mesmo que eu tivesse partido do mesmo ponto daquele ator, vivemos em um mundo governado pelo caos, e uma infinidade de possibilidades de eventos estariam entre o meu ponto final e o ponto final dele.
Eu poderia tentar fazer as mesmas coisas que ele fez e mesmo assim, meus resultados poderiam ser ínfimos comparados ao dele.
O mesmo ocorre com jogadores de futebol. Muita gente fala de jogadores como o Neymar, que atingiu o ápice do sucesso na carreira e ignora os tantos outros milhares que partiram de pontos até menos desvantajosos do que ele partiu, mas que nem se quer riscaram a lataria do sucesso em fama ou em dinheiro.
E nem estou falando de talento aqui. Ou você acredita que em um país com milhões de jovens apaixonados por futebol há pouquíssimos deles com talento extraordinário?
Se você acha que qualquer um que tenha talento no futebol alcança fama e sucesso, você ainda está preso a falta de consciência estatística e probabilística.
Há infinitas possibilidades de eventos positivos e negativos, ou seja com chances de ocorrer e de não ocorrer, que podem conduzir uma pessoa por um caminho de conquistas ou de derrotas ou de nada além de uma vida simples e sem sobressaltos.
A mesma coisa ocorre com os negócios. Dizer que qualquer um com dinheiro pode abrir um negócio e acumular muita riqueza é ingenuidade. Além de um tanto de características muito específicas é preciso ter sorte, no sentido probabilístico mesmo, porque também nessa área há eventos diversos que podem conduzir ao crescimento ou à ruína.
Acreditar que ser talentoso, esforçado e concentrado basta para conseguir prosperar em uma carreira ou em um negócio é ingenuidade do ponto de vista estatístico e probabilístico.
Com isso, não quero dizer que deixar tudo ao acaso é melhor, porque se tudo for deixado ao acaso, as chances de sucesso diminuem vertiginosamente. Então, o que se pode fazer é manter-se no caminho do que se deseja conquistar, mas ter a clareza de que tudo pode dar certo da mesma forma que tudo pode dar errado.
Portanto, a melhor postura é produzir as tábuas da ponte que conduzirá você do ponto A até o ponto B, sem a ilusão de que se você fizer tudo certo, tudo dará certo, mas tendo a certeza de que, se der tudo errado, você fez o melhor que poderia ter feito com as ferramentas que tinha em mãos.
Vamos deixar de dar ouvidos aos abestados que alardeiam por aí que devemos cruzar os braços e esperar que o governo elimine as desigualdades para que possamos lutar pelo que desejamos. Ignoremos essa besteira de que teríamos os mesmos resultados se tivéssemos partido de uma situação de igualdade, porque isso não é verdade.
sábado, 14 de setembro de 2024
Você Não Precisa Acreditar em Deus
Sempre achei curiosa a pergunta: você acredita em Deus?
A minha resposta padrão é: Ele andou mentindo para você?
Essa resposta deveria fazer duas coisas. A primeira é responder à pergunta do meu interlocutor. A segunda é encerrar o assunto. No entanto, quase sempre, as pessoas querem mais detalhes, a fim de se certificarem se entenderam a minha resposta, dada nesse tom irônico.
Agora, vamos pensar na quantidade de coisas cuja existência ignorávamos e que, somente depois de algum acontecimento, essas coisas passaram a fazer parte do rol de coisas que julgamos que existem. Os bebês, até certa idade, por exemplo, pensam que os pais deixam de existir assim que saem do campo de visão. Ou seja, ninguém mais existe além daquelas pessoas que estão em seu campo de visão.
Houve um tempo em que a humanidade não sabia da existência de outros continentes, de outros povos, de certos animais.
Tudo isso tinha a sua existência ignorada, ou seja, para um grupo de pessoas, aquilo que não havia chegado a sua consciência simplesmente não existia.
Qualquer pessoa pode viver essa experiência do nem saber que isso existia e, depois de chegado a sua consciência, passou para o conjunto das coisas que existem para aquela pessoa. Esse fenômeno não se confunde com o caso das coisas novas, isto é, as coisas que nunca existiram e que passaram a existir, como determinadas máquinas. As coisas novas são coisas que não existiam e, a partir de dado momento, passaram a existir, o que não é o caso de coisas que simplesmente existiam independentemente da nossa consciência sobre elas.
E se há tantas coisas que nossa consciência não sabia da existência, mas que existiam mesmo assim, porque não aceitar que pode haver muito mais coisas que existem por si? Essas coisas que existem por si, não precisam da nossa crença ou da nossa consciência sobre elas. Assim como os continentes que existiam antes das aventuras marítimas provarem a sua existência, como as galáxias existiam antes de os físicos concluírem que elas estão lá, devemos admitir que a nossa consciência e intelecto são limitados demais para compreender toda a magnitude do universo e das coisas que nele existem por si.
Enquanto que para alguns o conceito de Deus se formou por uma necessidade de racionalização da existência do ser humano, para outros é uma criação para a dominação de uma elite sobre o povo.
Quanto à dominação de uma elite, um dos argumentos é que a crença em Deus torna as agruras da vida mais suportáveis e mantém o povo dócil. Além disso, a crença em Deus busca favorecer os ricos no sentido de que algumas religiões pregam a aceitação da pobreza como algo que trará o benefício de Deus na vida eterna.
Há ainda os que julgam a não existência de Deus pela impossibilidade de se provar a sua existência. Mas se podemos dizer que algo não existe somente pelo fato de que a nossa inteligência e consciência limitadas não o concebe, nenhum crescimento seria possível, pois nossa arrogância intelectual não permitiria. Por outro lado, tentar provar a não existência de algo fora da matemática é um ato ridículo.
Em matemática podemos provar que não existe uma solução para determinado problema e explicar a razão da não existência. No entanto, para provar a não existência de Deus, a lógica booleana, a lógica nebulosa, ou qualquer outro método humano de prova restaria inútil, pois São métodos humanos aplicados a algo que supomos ser sobrenatural.
Eu uso um princípio de que o que é natural não se aplica ao que supusermos ser sobrenatural. Sendo assim, nenhuma tentativa de provar a existência ou a não existência teria validade.
Desde que não podemos provar a existência ou a não existência e admitimos a limitação de nossas inteligência e consciência, podemos dizer que você não precisa acreditar em Deus, se esse é o seu desejo. De forma análoga, se você quer não acreditar em Deus, não precisa de aprovação social, isto é, de pessoas que confirmem a sua não crença.
De um jeito ou de outro, precisamos admitir que há coisas que estão muito além da nossa capacidade intelectual e, tendo humildade de intelecto, não devemos jamais sermos categóricos na afirmação da não existência das coisas que de que não temos consciência e as quais não entendemos.
quinta-feira, 5 de setembro de 2024
Como evitar a redundância na escrita e na fala?
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domingo, 1 de setembro de 2024
A Importância do Autoconhecimento para a Felicidade
A Importância do Autoconhecimento para a Felicidade
O autoconhecimento é a chave para a verdadeira felicidade. Ao longo da história, grandes pensadores refletiram sobre a importância de entender a si mesmo como uma jornada essencial para alcançar uma vida plena e satisfatória. Como disse o filósofo grego Sócrates:
"Conhece-te a ti mesmo."
Esta máxima ressoa até os dias de hoje, lembrando-nos que a busca interna é um passo fundamental para a realização pessoal. O autoconhecimento nos permite identificar nossos valores, objetivos e desejos mais profundos, orientando nossas ações de forma alinhada com quem realmente somos.
Outro pensador antigo que enfatizou o valor do autoconhecimento foi o filósofo romano Sêneca. Ele afirmou:
"O maior obstáculo para viver é a expectativa, que depende do amanhã e perde o hoje. Tu dispões do presente, mas o futuro está fora do teu alcance."
A mensagem de Sêneca nos convida a viver plenamente no presente, e para isso, é essencial estarmos em sintonia com nossa essência. Quando nos conhecemos, podemos discernir melhor entre o que é passageiro e o que realmente importa, cultivando a felicidade no aqui e agora.
Não menos importante, o filósofo chinês Lao-Tsé também contribuiu para essa reflexão com sua sabedoria:
"Conhecer os outros é inteligência; conhecer a si mesmo é a verdadeira sabedoria. Controlar os outros é força; controlar a si mesmo é o verdadeiro poder."
Lao-Tsé nos ensina que o verdadeiro poder reside no domínio de si mesmo. O autoconhecimento nos capacita a superar desafios internos e externos, levando-nos a uma vida de equilíbrio e felicidade.
Em suma, a busca pelo autoconhecimento é um processo contínuo e transformador. Ao conhecermos nossa essência, podemos viver de acordo com nossos verdadeiros valores, alcançar a felicidade autêntica e navegar pela vida com sabedoria e propósito.
Portanto, ao nos dedicarmos à prática do autoconhecimento, estamos plantando as sementes para uma vida mais consciente, realizada e feliz. Como conclui a filosofia clássica, a verdadeira felicidade não está fora de nós, mas sim, em nosso interior.

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